Invalidez
Eu não tinha mais uso
Eu não tinha mais função
De segundo em segundo passava outrora
Hora em hora outra eu era
Eu era outra inválida
E de ida em ida
Eu não voltava
De não em não
Não funcionava
Mas de segundo em segundo
A vida passava
E eu ali
Inválida
Vivia
Pálida
Presa na monotonia
Da tua válida ausência
Não é que eu algo ainda sentia?
E como doía com veemência
Mas algo ainda tinha essência em mim
Mesmo que o vazio me fosse permanência
Desgosto vinha
Nem gosto tinha
Manter frequente essa mente ausente
Fingindo então que algo sente
Tem amor, sem rancor
Coração perdia a cor
Mas ainda sabia de cor
Mesmo com tanto desgosto
O gosto do teu gozo
Era doce
Perto de tanto amargo desgosto que eu era agora
Depois de outrora me perder nas horas contidas no tempo
Por desalento
No leito desabo
E fim de mim.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
sábado, 2 de agosto de 2014
Silenciando palavras, palavreando silêncios
Um silêncio silenciando
Tem maior valor
Que cem palavras palavreando
Em meio ao caos
Singular, plural
De forma habitual
Tenho andado ao lado
Dos sem amores
Com palavras frias
Baques
Supostamente cem valores
Não, tu dizias
Ah, meus senhores
Testemunhas, tu e tu, me ouves?
Tenho sido caos
Não ando mais são
Soa alienação
Mas é só desgosto
Sim, me vi perto do fim
Não me venha
Com tuas palavras frias
Com teu caos interior
Meu silêncio me aquece
Me enobrece
E mais do que sentir,
Ser amor!
Sou
Tu, com cem palavras tuas
Palavreando
Tumultuando minha calma
Brutalidades esfregadas às escarras
Sem amarras, e se me amarras
Palavreio tu
Também e tão bem
Quanto
Eu, que com um silêncio meu
Silenciando
Agradeço
Ao tempo e à vida tenho apreço
Até à tu que tumultuou
Corroeu meu eu
Com cem palavras
Sem sabores
Saberes
Dizeres, tão escassos
Não soubes amar
Não soube eu?
Um silêncio
Sem excelências
Ouvintes alguns
Sem anúncios
Sem discursos
Apenas silêncio
Silêncio de breu
Eu, sem sequer prenúncio
Feito androceu
Silencio teus caos
Floresco, aqueço
Teu interior
Teu amor brutal
Tuas palavras aos vôos escorregam
Derrapam
Em meio ao meu tão calmo vendaval
Eu te palavreio,
Tu me silencia
Eu, que sou silêncio
E tu, que às pressas me grita
Teu amor
Horror
Tão nosso em laço
Tem maior valor
Que cem palavras palavreando
Em meio ao caos
Singular, plural
De forma habitual
Tenho andado ao lado
Dos sem amores
Com palavras frias
Baques
Supostamente cem valores
Não, tu dizias
Ah, meus senhores
Testemunhas, tu e tu, me ouves?
Tenho sido caos
Não ando mais são
Soa alienação
Mas é só desgosto
Sim, me vi perto do fim
Não me venha
Com tuas palavras frias
Com teu caos interior
Meu silêncio me aquece
Me enobrece
E mais do que sentir,
Ser amor!
Sou
Tu, com cem palavras tuas
Palavreando
Tumultuando minha calma
Brutalidades esfregadas às escarras
Sem amarras, e se me amarras
Palavreio tu
Também e tão bem
Quanto
Eu, que com um silêncio meu
Silenciando
Agradeço
Ao tempo e à vida tenho apreço
Até à tu que tumultuou
Corroeu meu eu
Com cem palavras
Sem sabores
Saberes
Dizeres, tão escassos
Não soubes amar
Não soube eu?
Um silêncio
Sem excelências
Ouvintes alguns
Sem anúncios
Sem discursos
Apenas silêncio
Silêncio de breu
Eu, sem sequer prenúncio
Feito androceu
Silencio teus caos
Floresco, aqueço
Teu interior
Teu amor brutal
Tuas palavras aos vôos escorregam
Derrapam
Em meio ao meu tão calmo vendaval
Eu te palavreio,
Tu me silencia
Eu, que sou silêncio
E tu, que às pressas me grita
Teu amor
Horror
Tão nosso em laço
domingo, 27 de julho de 2014
No tabuleiro
Sou peça
Sou xadrez
Sou coração
Sou só retalhos
Sou o caos de São Paulo
Sou minha própria terapia
Seria?
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
Mudez gritante
Para ler ao som de The Build Up - Kings of Convenience.
Tem um pedaço de você no meu coração que é mudo, escasso de som. Deve ser fruto de cada uma das vezes minuciosamente florescidas que nos vimos. Esse coração, ele tem permanecido em mudança cíclica de silêncio pra explosão. Mas a mudez se apossa gradativamente quando uma parte disso que podemos intensamente chamar de nós se separa.
Um pedaço nunca é o suficiente quando se pode ter o bolo por inteiro.
A festa inteira.
Tem um pedaço de você no meu coração mudo, no meu coração puto, no meu coração sujo.
Imenso. Tão imenso que dimensão à imensidão que te aguarda é imensurável; e nessa imensidão, guarda-se todos os meus melhores sorrisos, os meus melhores olhares e gestos. Resguardo-me do medo que se apossa.
Meu melhor sorriso foi o que aprendi à te oferecer.
Sem migalhas.
Meu coração eventualmente permanece mudo, mas entre nós o silêncio é um presente, dádiva. Sinfonia de corpos. Partitura(mo-nos um ao outro).
Tem um pedaço de você no meu coração, mudo a percepção: tem um pedaço de você em mim.
Nós somos pedaço um do outro.
Meu coração pode estar mudo, mas o sentimento que carrego sobrepõe-se à todo o abismo que no silêncio há, e me transforma em uma coisa que poucas vezes me permiti sentir e SER de verdade na vida: amor.
sábado, 15 de junho de 2013
suposições do viver
Não sei exatamente qual meu papel aqui. Meu papel talvez seja preencher as folhas de papel com transbordações do que as coisas me preenchem. Pareço e sinto estar contida não no que me contém, no que me possui, mas no que desejo possuir. Eu vim para isso, e por isso ainda permaneço aqui. Mas não ei de permanecer. Quero mesmo é expandir-me pro que quiser à mim, pra quem quiser, e fazer querer quem não quer. Arrependimento ainda assim torna-se material para recordar.
Almejo conter os sons, as músicas, os mais belos poemas e textos, traços, gentilezas. Os calores, as friezas. Amores, desamores, súbitos entusiasmos de uma só noite ou dia certamente entrarão na bagagem. Gozar do gozo que sentirei. Cada ponto de meu passeio eu anseio por não esquecer.
Esparramar-me-ei. Direi à tantos as palavras de mais doce aroma e darei os beijos de mais suave e profundo sabor. Doarei-me por inteira e conhecerei seus inteiros também. Compartilharei de minha melancolia e júbilo. Mostrarei minhas faces e permitirei que anseie, almeje por mim, ou que simplesmente me escarre para fora de sua estrada. Irei-me. Não por desamor ou ausência brusca, mas porque cada um deve entender a sua hora.
Conhecerei lugares de certos corpos por mais de dez vezes e outros nem sequer uma inteira e completa vez; para nunca mais.Ah, passear. Para ser, deixar-se levar, mas nunca influenciar.
Permanecer o quanto for,
Ser o que a vida me permitir criar e compor.
Compor à mim, do jeito que for, com essa ânsia do posterior.
Todo passeio tem seu fim, e o fim é a casa, o lar, o mar; o inalcançável abismo de onde criei minhas raízes que fincam-se no acaso.
"Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva."
quarta-feira, 20 de março de 2013
Um rasgar de consciência, ou o recuperar dela
Teu cabelo negro com faíscas claras. Um sorriso de canto numa boca que grita por presença. Um súbito controlar de arrepiar as angústias. Quem sabe provar desse olhar, fazer parte desse marrom dilacerante e misturá-lo ao azul acinzentado que anda perdendo a cor para descobrir um possível resultado. Um resultado mental que renove horas, renove ares. Provar desse beijo, torná-lo um só, contínuo e sem fim. Fechar os olhos talvez marrons ou azuis e esquecer do tempo, deixar sumir a sirene da ambulância da rua seguinte, o neném chorando no apartamento da frente e o gato miando num cômodo diferente. Tornar os dedos de minha mão parte de teu cabelo, puxá-lo pra mim, torná-lo mais ainda fios, pedaços companheiros de meus dedos. Sentir um sorriso num beijo, o sorriso na sensação dilacerante trocada e compartilhada por esse beijo. Esquecer o controle do dinheiro no bolso, esquecer o controle de quantos comprimidos devo tomar para a alergia ao gato. Deixar as angústias se liberarem e tornarem-se pulsares que não cessam. Esquecer da hora, acabar com a demora de antes pra poder ver-te de olhos fechados.
Os olhos fechados que deixaram escapar a lágrima vinda de um deles. Quem sabe se do azul ou do marrom? A lágrima do alívio! Você está contida nela.
Beijar-te. No beijo: esquecer que vivo. Deixar uma luz passar a existir. Entender que existo, enfim.
Marrom. Gritante e silencioso. Um olhar teu. Que me chamou no breu dos caminhos.
Essa foi você.
Essa seria...
Fomos nós; e nosso primeiro beijo. Quem sabe o único de um início torto.
E o ventilador continua a rodar, interminável, assim como o copo de refrigerante que deixei ainda cheio em cima da pia da cozinha. Mudei de cômodo e fui resgatar minha outra metade que tinha se extinguido de mim para dentro de você, e, ao invés de traze-la de volta, preferi então, misturá-la a tua metade e nos tornar inteiras, intactas.
Fomos nós; e nosso primeiro beijo. Quem sabe o único de um início torto.
E o ventilador continua a rodar, interminável, assim como o copo de refrigerante que deixei ainda cheio em cima da pia da cozinha. Mudei de cômodo e fui resgatar minha outra metade que tinha se extinguido de mim para dentro de você, e, ao invés de traze-la de volta, preferi então, misturá-la a tua metade e nos tornar inteiras, intactas.
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TEMPERADO
sábado, 2 de março de 2013
Spoiling the surprise
Teu jeito peculiar de ser me puxava cada dia pra mais perto de ser alguém pra ti e a querer então, me juntar e formar um par contigo.
Eu te dei seu lugar aqui dentro. Eu te mostrei o que falar sobre mim e sobre nós. Eu desatei seus nós que eu mesma enroscava. Eu te dei silêncio; um silêncio de breu, silêncio de angústia, silêncio de singular e me juntei nesse silêncio e o fiz plural. Te curava os males que eu mesma lhe causava. Morde e assopra.
Ensinei-lhe a reconhecer os sons, e do silêncio retirávamos: o vento, a ofegância de nossas próprias respirações. Dessas respirações lhe causei gemidos, inconstâncias e permiti que me fizesses constante no teu futuro.
No presente não, de presente eu não podia me doar. Nem se quer minha, fui. Não fui do mundo, não fui da razão, da consciência. Meus anseios foram seus, e os devaneios já não sabiam mais seguir um caminho diferente também. Minha mente poderia estar em trânsito, mas o corpo estava livre pra que você fizesse sua caminhada por cada beco, rua, imensidão de mim.
Eu te adiei a cada dia, pois se me precipitasse, mais cedo seria sua ida. Eu sempre soube que tipo de pessoa serias, que partirias por medo, que o teu apavoro lhe levaria pro que você mesma nunca quis. Eu lhe adiei para ter tempo de construir planos pra te envolver em mim, porém, quase sempre me esquecia de amarrar os laços e ao invés, te aprendia por inteira. E restávamos nós, tão semelhantes mas incoerentes. Aprendia teu calor, tua temperatura, teu discurso sobre como você preferia teus gatos em sinfonia interminável na madrugada do que ao breu irreconhecível e identificável dia e noite.
Nunca quis adiar tua presença. No entanto, tua constância foi criando galhos e raízes nas minhas folhas incolores.
Adiei tua presença porque quando se adia, o fim não vem de manhã.
Te dei permissão para que me descobrisse, e o que fizeste foi encobrir minha presença.
Hoje, de poucas coisas que noto ao meu redor, percebo: você sempre soube seu lugar. Num ponto identificável - pois fim nunca houve, sequer começo -, quem aprendeu tanto sobre ti e supostamente nós fui eu, mas esqueci tudo sobre mim mesma ao longo do caminho.
Sempre gostei de coisas mais simples: por que deve ter começo? Por que, então, há de ter fim?
No presente não, de presente eu não podia me doar. Nem se quer minha, fui. Não fui do mundo, não fui da razão, da consciência. Meus anseios foram seus, e os devaneios já não sabiam mais seguir um caminho diferente também. Minha mente poderia estar em trânsito, mas o corpo estava livre pra que você fizesse sua caminhada por cada beco, rua, imensidão de mim.
Eu te adiei a cada dia, pois se me precipitasse, mais cedo seria sua ida. Eu sempre soube que tipo de pessoa serias, que partirias por medo, que o teu apavoro lhe levaria pro que você mesma nunca quis. Eu lhe adiei para ter tempo de construir planos pra te envolver em mim, porém, quase sempre me esquecia de amarrar os laços e ao invés, te aprendia por inteira. E restávamos nós, tão semelhantes mas incoerentes. Aprendia teu calor, tua temperatura, teu discurso sobre como você preferia teus gatos em sinfonia interminável na madrugada do que ao breu irreconhecível e identificável dia e noite.
Nunca quis adiar tua presença. No entanto, tua constância foi criando galhos e raízes nas minhas folhas incolores.
Adiei tua presença porque quando se adia, o fim não vem de manhã.
Te dei permissão para que me descobrisse, e o que fizeste foi encobrir minha presença.
Hoje, de poucas coisas que noto ao meu redor, percebo: você sempre soube seu lugar. Num ponto identificável - pois fim nunca houve, sequer começo -, quem aprendeu tanto sobre ti e supostamente nós fui eu, mas esqueci tudo sobre mim mesma ao longo do caminho.
Sempre gostei de coisas mais simples: por que deve ter começo? Por que, então, há de ter fim?
A simplicidade por fim nos fugiu com seu sumiço.
Já não sei mais responder à meus próprios questionamentos, mas minha mente pede, suplica pelo definitivo. Darei partida nessa ida minha, que começa agora, e não há de cessar.
Não precisa mais voltar, pois não era necessário nem que tivesses ido.
Você sempre soube muito bem como permanecer, assim como aprendeu à desaparecer por entre as expectativas.
Já não sei mais responder à meus próprios questionamentos, mas minha mente pede, suplica pelo definitivo. Darei partida nessa ida minha, que começa agora, e não há de cessar.
Não precisa mais voltar, pois não era necessário nem que tivesses ido.
Você sempre soube muito bem como permanecer, assim como aprendeu à desaparecer por entre as expectativas.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
O louco e sua máquina datilográfica
Vejo retalhos de uma feição perfeita em cada canto que olho. Meus olhos pedem a tua presença nas paisagens. Ou pedem que você se torne minha paisagem mais apreciada.
Minha pele pede tua mão tocando cada canto do meu rosto, do meu eu. Me permitindo, então, ser eu mesmo por uma fração de segundo.
Minha pele pede algo que me faça arrepiar e relaxar de calma. Minha pele pede a companhia da tua.
Eu peço que finalmente compreenda que sim, isso sempre foi amor na essência do sentimento. E há de ser.
Eu peço que me escute em todos os ecos. Quem sabe você consiga escutar o quanto eu grito silenciosamente de desespero por um sinal teu, um cheiro teu; por ti.
Sei que fui cicatriz. Te corroí os ossos. Agora, pequeno, toda cicatriz que eu te causasse lhe traria um sorriso, porque nada na vida se mantém intacto, e o teu sorriso constrói o meu. Desde que me fui, não consegui parar de me mover pros lados à procura de mais projeções de você nas paredes amareladas dessa sala.
Já nem sei mais se o que ouço, cada breu que de tão sossegado chega a gritar, espernear (porque quando se passa muito tempo só e em silêncio, cada tilintar se torna um som), é fruto de minha imaginação ou se o teu silêncio ainda se encontra com o meu, me causando alucinações passageiras, mas constantes. Você em mim foi passageiro e constante.
Ao escrever, bato em cada tecla de forma descontrolada e bruta, me questionando se você ainda reconhece o meu modo de agir quando há você na mente: desregulado, agitado, sem controle. Te deixei ir e esqueci meu controle contigo. Quem sabe eu tenha me esquecido contigo e nem sequer havia notado.
Você me ouve? Você está aí?
Provavelmente é só mais um eco correndo pelos cômodos ou uma projeção de minha mente só. Somente mais uma face de mim.
Ou do que me resta.
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Sem gosto
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Chuva és, Sol sou
Não conseguir mais te olhar é algo forte e arrebatador demais à ser sentido e dito. Não consigo é te olhar e não compreender porque você balança tudo à minha volta. Caio do balanço num abismo opaco, sem brilho algum. Minha cabeça dói. Meus olhos encharcam meu rosto, eu nado pra fora do meu próprio mar azul. E por um momento (de tantos), o que precisava para sanar essa dor devastadora e nada ingênua se assimilaria a sanar minha saudade. A saudade é livre e ataca os mais presos. Declaro meu aprisionamento completo. Andas comigo lado à lado nesse nó. Nos choques de mente, nos anseios, no gosto de minha própria saliva quase inexistente. Há quanto não vejo um copo d'água para refrescar minhas necessidades, é como se eu estivesse na secura de um deserto sem oásis.
Eu não sei se quero as chaves para a liberdade. Talvez permanecer nesse nó de corda bamba, sumir por completo e te deixar de fora, pro mundo e seus outros milhões de olhares coloridos, me faça ser um pouco mais certa de que ao permanecer presa neste abismo eu não te puxe para ele também.
O abismo é ao redor, o labirinto. E mesmo que nele, sempre à reconhecerei, de longe e sem os óculos arranhados; de perto com olhos fechados. Na mente encontro a mais bela das cores, produzidas por teu sorriso. É como mergulhar na abundância.
O abismo é ao redor, o labirinto. E mesmo que nele, sempre à reconhecerei, de longe e sem os óculos arranhados; de perto com olhos fechados. Na mente encontro a mais bela das cores, produzidas por teu sorriso. É como mergulhar na abundância.
Carrego na mente, a cada segundo e por cada lugar, uma das coisas mais valiosas que percorri o coração, o olhar e o desespero. Você.
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domingo, 25 de novembro de 2012
Gritar (Calar pt2)
"Fechei os olhos. Tentei calar o choro, mas tudo o que ele sabe fazer é gritar. Não entendo o que diz. Apenas ouço-o quebrar os vidros da janela toda vez que mostra presença.
Por todos os meus dezoito anos de vida eu me fiz calar. Me calar pras vozes sem som, vozes sem melodia. Pra atitudes sem cores, sem amores. Me calar pro meu próprio choro.
Mas dentro de mim sempre gritava. Sempre grita. Eu grito esperança. Eu grito minha própria melodia, meu próprio amor, minha própria poesia.
Em mais um ano de vida tudo o que desejo é fazer a vida florescer. Crescer em mim para compensar os centímetros que me faltam, mas que são reversos na pessoa que sou. Minha calma reflete na minha personalidade. Personalidade essa que cala e agora, a partir de agora, que serei um novo eu, também gritará. Meu tamanho termina onde as pessoas também terminam de menosprezar ao próximo. E por não haver um término ao menosprezo concreto e real, por ninguém enxergar, saber escutar; sou grande que só. Calo o mundo e grito o bem."
Feliz aniversário.
Por todos os meus dezoito anos de vida eu me fiz calar. Me calar pras vozes sem som, vozes sem melodia. Pra atitudes sem cores, sem amores. Me calar pro meu próprio choro.
Mas dentro de mim sempre gritava. Sempre grita. Eu grito esperança. Eu grito minha própria melodia, meu próprio amor, minha própria poesia.
Em mais um ano de vida tudo o que desejo é fazer a vida florescer. Crescer em mim para compensar os centímetros que me faltam, mas que são reversos na pessoa que sou. Minha calma reflete na minha personalidade. Personalidade essa que cala e agora, a partir de agora, que serei um novo eu, também gritará. Meu tamanho termina onde as pessoas também terminam de menosprezar ao próximo. E por não haver um término ao menosprezo concreto e real, por ninguém enxergar, saber escutar; sou grande que só. Calo o mundo e grito o bem."
Feliz aniversário.
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domingo, 18 de novembro de 2012
Um olhar de relance no metrô (um de três)
Tu. Tu e teus cabelos.
Cor de sangue, que tanto arrancam de mim. Com o olhar, com o penar.
Perdes o ar, e eu o fôlego ao ver-te.
Me torno um ser ofegante em segundos
E tu simplesmente segue adiante.
Tu e teus cabelos
Vermelhos.
Eu e meu dilema, sempre com o mesmo tema.
E tu teimas em ir.
(À todas as paixões platônicas - momentâneas - que acontecem durante o cotidiano).
Eu e meu dilema, sempre com o mesmo tema.
E tu teimas em ir.
(À todas as paixões platônicas - momentâneas - que acontecem durante o cotidiano).
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domingo, 11 de novembro de 2012
Sem pesadelos
De formas indecifráveis e de onde não se enxerga o horizonte, eu me perdi. Me deixei fugir.
Fugi do meu normal, do meu estado racional, entrei em transe.
Cessando todos os pesadelos já vindos e os não bem-vindos, assim foi tua chegada.
Tudo bem, não direi que contigo passei a enxergar o horizonte - para isso comprei meus óculos. Mas contigo aprendi a enxergar o que há por dentro. Quem sou eu? Alguém em constante melhoria. Dou uns tropeços, mas tu segura meu pulso e me puxa de volta. O que há dentro de mim? Uma vontade certa e indeterminável. Atemporal.
Me perdi mas me encontrei quando enxerguei ao meu redor, lá estava tu. Confiante.
Me deixei fugir, mas em algum momento teria de voltar. De voltar pra perto de ti, pra dentro do nosso eixo de compartilhamento intenso e reflexivo. Não apenas uma transa, mas uma transa de várias coisas. Amores plurais à dois.
Somos dois. Duas. As únicas aqui. Não precisamos de anel, não precisamos de papel escrito e assinado. Nosso casamento é interior e constante. Absoluto. Parceria.
Mas ás vezes me vem, subitamente:
Fugir. Porque eu preciso da solitude. Do meu tempo.
De formas indecifráveis e de onde não se enxerga o horizonte. Eu me perdi. Me deixei fugir.
Fugir do meu normal, do meu estado racional. Apenas por algumas noites de pesadelos. Inclusive neles você está presente, me causando medos e lampejos do que não aceito.
Os sonhos voltaram, e você junto à eles.
Qualquer hora, vem beijar mais uma vez parando minhas horas ou até meus dias. Quem sabe minha vida.
A primeira. Última e eterna. Constante. E absoluta.
"De tanto não parar a gente chegou lá."
Fugi do meu normal, do meu estado racional, entrei em transe.
Cessando todos os pesadelos já vindos e os não bem-vindos, assim foi tua chegada.
Tudo bem, não direi que contigo passei a enxergar o horizonte - para isso comprei meus óculos. Mas contigo aprendi a enxergar o que há por dentro. Quem sou eu? Alguém em constante melhoria. Dou uns tropeços, mas tu segura meu pulso e me puxa de volta. O que há dentro de mim? Uma vontade certa e indeterminável. Atemporal.
Me perdi mas me encontrei quando enxerguei ao meu redor, lá estava tu. Confiante.
Me deixei fugir, mas em algum momento teria de voltar. De voltar pra perto de ti, pra dentro do nosso eixo de compartilhamento intenso e reflexivo. Não apenas uma transa, mas uma transa de várias coisas. Amores plurais à dois.
Somos dois. Duas. As únicas aqui. Não precisamos de anel, não precisamos de papel escrito e assinado. Nosso casamento é interior e constante. Absoluto. Parceria.
Mas ás vezes me vem, subitamente:
Fugir. Porque eu preciso da solitude. Do meu tempo.
De formas indecifráveis e de onde não se enxerga o horizonte. Eu me perdi. Me deixei fugir.
Fugir do meu normal, do meu estado racional. Apenas por algumas noites de pesadelos. Inclusive neles você está presente, me causando medos e lampejos do que não aceito.
Os sonhos voltaram, e você junto à eles.
Qualquer hora, vem beijar mais uma vez parando minhas horas ou até meus dias. Quem sabe minha vida.
A primeira. Última e eterna. Constante. E absoluta.
"De tanto não parar a gente chegou lá."
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Ópera
Aquela casa quase de esquina, daquele bairro com praticamente nenhuma gente, quem dirá gente fina; mas que abriga aquela mulher que se tornou minha sina. Ah, corpo esse que me abriga a alma! Devo, com todo o meu eu interior, deixar ir para fora tudo de ruim. Deixar sair de mim. Mas com muita calma. De palavra em palavra, devo esvaziar corpo e mente para tua chegada. Encontro-me à tua espera, meu doce ser. Vem. Contigo quero aprender a ser alguém também. Tão bem e bom quanto posso crer que serei.
As chaves ficam embaixo do tapete. Abre a porta e entra.
Venha fazer parte de minha ópera, incessantemente ligada no último volume de minha mente com tanto desejo.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
7x desencontros
- Você me olha como se eu fosse um prêmio do qual você já se cansou. Algo inválido, vencido. Apenas gostaria de ser enxergada, e não mais vista somente. Cansei de ter que fazer você me querer durante todas as noites. De fazer você sentir vontade de mim. Você finge após rir de canto, dizendo que sou tudo o que você precisa e de que o sexo comigo é o melhor. Mas eu sei que você procura outra bunda pra apertar quando eu não estou por perto.
Apreciar-te apreciando a paisagem. A paisagem sou eu, nua. Há mais de meia hora. A paisagem da natureza-morta já pintada há muito naquela tela. Com tintas cujo prazo de validade já se foi há anos.
Quatro anos atrás eu cursava Matemática e você era um idiota que fazia curso de Alemão. Eu odeio até a hoje a forma como passei a precisar de você. Eu não entendia a gravidade do que acontecia.
Eu não quero entender porque eu fui naquele rock in rio, eu não quero entender porque justo você tinha que aparecer na minha vida. E me fazer uma pessoa tão desejada. Você me olhava como se eu fosse um pedaço de você mesmo que estava perdido. Algo precioso, e incalculável. E eu fazia parte de você. Eu era mais do que vista: passei a ser enxergada, só que dentro da minha cabeça.
Eu ficava a te observar de longe e pensar quando iria descobrir porque você nunca me conta dos seus segredos. Tu só sabe dar corda pra minha utopia, pro meu encanto, e depois partir por completo sem deixar rastros visíveis. Ir embora.
Aquino?
Me ouves? Olá?
Ah, é claro.
Fostes mais uma vez.
Espero que não haja uma próxima. (Digo eu, pela sétima vez).
Guardei então os desencontros em minha caixinha interior e todos os dias tiro o pó, coloco perfume e o deixo exposto pra mim pela maior parte de horas que o dia tem pra me lembrar de sempre me priorizar.
E apesar disso, ainda restou desejo carnal.
Encontre-me e nunca mais vá sem dar adeus.
Quem sabe um beijo de despedida.
Quem sabe um beijo de despedida.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
me nota na nota
Me fui na intenção de gritar, explodir, partir-me em incontáveis montes de palavras que desejam ser lidas. Necessitam ser lidas. Sugadas, absorvidas, acolhidas.
E o que possuo?
-Silêncio.
Páginas em branco. As ruas paradas. E um papel no meio fio, beirando o boeiro.
Eu que me fui, em escrita, em meio ao esgoto.
Quanto desgosto, companheiro!
Deste mar tenho sido marinheiro.
E meu dinheiro foi-se, ao chão, em forma de papel escrito no qual não tiveres compaixão em ler.
E o que possuo?
-Silêncio.
Páginas em branco. As ruas paradas. E um papel no meio fio, beirando o boeiro.
Eu que me fui, em escrita, em meio ao esgoto.
Quanto desgosto, companheiro!
Deste mar tenho sido marinheiro.
E meu dinheiro foi-se, ao chão, em forma de papel escrito no qual não tiveres compaixão em ler.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Babaca
– Ei. Por que você é assim... Tão... Excluída? Você fica quase sempre sozinha nessa faculdade, em todos os períodos.
– Nada de interessante.
– Mas, o que seria?
– Traumas passados.
– Gosto de atrocidades não interessantes. Pode falar.
– Quando era pequena, minha vida foi drasticamente ruim. Só conheci gente que não prestava. Não quero correr o risco, de novo.
– Vida ruim? Ruim como?
– Meu padrasto batia na minha mãe e me violentava sexualmente. Por isso virei lésbica e excluída. Peguei trauma.
– Ah, tá brincando...
– É. Tô sim.
– Tá, é? Mesmo, então?
– Não.
– Puxa, desculpe. Conta mais...
– Já que insiste... Minha mãe casou muito cedo com meu pai, ele teve câncer e morreu um pouco depois de eu nascer. Então ela se juntou com Célcio, meu ex-padrasto e tal. Os pais dela à obrigaram, porque ele era filho do conhecido do primo do amigo do meu tio. Depois de casar no papel, minha mãe descobriu que ele era bandido. Depois de um tempo juntos, todas as noites viraram uma só rotina completamente decorada; eles discutiam e tudo acabava com minha mãe cheia de hematomas. Meu corpo começou à se modificar cedo demais. Depois ele começou à ir no meu quarto sempre que desejava, mas eu era muito pequena, e não entendia quase nada, só chorava e pedia pra parar, geralmente ele fazia isso enquanto minha mãe faxinava a casa da patroa. E ele me ameaçava em relação à se caso contasse disso pra alguém. Aconteceu muita coisa depois e no fim ele matou minha mãe com dois tiros nas costas e um deles pegou no meu braço, por isso não tenho esse aqui, o esquerdo. Foi amputado. Mas o cara tá preso agora, há uns anos.
– Meu Deus. Você é forte, menina. Tu ainda sofre por isso tudo? Quero dizer, foi mó barra, né?
– Não, seu babaca. Tô tirando com a sua cara. Isso tudo nunca aconteceu, sou lésbica porque homem é uma merda, assim como você, e já nasci sem um braço. Eu sou sempre excluída nessa faculdade porque aqui só tem gente chata e desnecessária, bem parecidas contigo, inclusive. Agora cai fora daqui e me deixa ouvir minha música em paz. Imbecil.
– Nada de interessante.
– Mas, o que seria?
– Traumas passados.
– Gosto de atrocidades não interessantes. Pode falar.
– Quando era pequena, minha vida foi drasticamente ruim. Só conheci gente que não prestava. Não quero correr o risco, de novo.
– Vida ruim? Ruim como?
– Meu padrasto batia na minha mãe e me violentava sexualmente. Por isso virei lésbica e excluída. Peguei trauma.
– Ah, tá brincando...
– É. Tô sim.
– Tá, é? Mesmo, então?
– Não.
– Puxa, desculpe. Conta mais...
– Já que insiste... Minha mãe casou muito cedo com meu pai, ele teve câncer e morreu um pouco depois de eu nascer. Então ela se juntou com Célcio, meu ex-padrasto e tal. Os pais dela à obrigaram, porque ele era filho do conhecido do primo do amigo do meu tio. Depois de casar no papel, minha mãe descobriu que ele era bandido. Depois de um tempo juntos, todas as noites viraram uma só rotina completamente decorada; eles discutiam e tudo acabava com minha mãe cheia de hematomas. Meu corpo começou à se modificar cedo demais. Depois ele começou à ir no meu quarto sempre que desejava, mas eu era muito pequena, e não entendia quase nada, só chorava e pedia pra parar, geralmente ele fazia isso enquanto minha mãe faxinava a casa da patroa. E ele me ameaçava em relação à se caso contasse disso pra alguém. Aconteceu muita coisa depois e no fim ele matou minha mãe com dois tiros nas costas e um deles pegou no meu braço, por isso não tenho esse aqui, o esquerdo. Foi amputado. Mas o cara tá preso agora, há uns anos.
– Meu Deus. Você é forte, menina. Tu ainda sofre por isso tudo? Quero dizer, foi mó barra, né?
– Não, seu babaca. Tô tirando com a sua cara. Isso tudo nunca aconteceu, sou lésbica porque homem é uma merda, assim como você, e já nasci sem um braço. Eu sou sempre excluída nessa faculdade porque aqui só tem gente chata e desnecessária, bem parecidas contigo, inclusive. Agora cai fora daqui e me deixa ouvir minha música em paz. Imbecil.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Bossa nova, ou velha demais
Você sabe minhas maiores desventuras. Meus maiores segredos. E eu? Eu não sei quase nada de ti. Não sei nada de ti além de que você é a guria que me faz prender a respiração cotidianamente. Desviar o olhar por esforço. Não sei nada de ti além de que faz tempo que sei que você existe - pra mim e pro mundo. Você existe mais do que existe no viver. Você existe, e é vista.
Já escurecendo, o sol se pôs dentre as montanhas. Saio pela rua. A cada lugar que passo me lembro de cada momento que deveria ter sido esquecido, mas não foi. Minha força de vontade nunca foi tão falha: quero esquecer-te mas não me deixo fazê-lo. Parece que me lembrar de tudo o que me tortura me faz mais viva. É como se eu tivesse o que contar... E contar que alguma coisa na vida eu já senti, além do vazio.
São muitos escrúpulos, tudo o que senti.
(Um tempo depois)
Após rodar por aproximadamente meia hora ao redor de lugares pseudo-familiares, brevemente chego à sua casa, cuja janela do quarto está aberta - aquele calor extremo. E pela janela te observo, chego de mansinho, como sempre. Você e sua mania de se concentrar no espelho, planejar seus discursos na mente e esquecer do mundo.
– Para de olhar pra esse espelho, e ve se olha pra janela... Oi, cheguei. É bom estar aqui. - sorrio, mas querendo refletir sobre o que conclui.
– Não tenho tempo de olhar pra janela. Tenho uma vida inteira à estudar e muita Bossa Nova pra absorver (risos).
Tiro meu papel amassado do bolso, abro e me torno parte do escrito, em forma de voz:
– O seu tempo está passando. Tu vê? O meu também. Logo chego nos vinte e um. O mundo se acaba, Laura, meu amor! As pessoas se transformam. As pessoas se tornam indivíduos calados. Todas perdem a voz. Tornam-se mudas por opção. Isso é tão estranho. - Paro pra tossir, e então apoio meus braços na janela, te observando. - Sei que tu sabe que jamais cursaria direito. Te digo agora que dessa vez eu peço que apenhas venha. E não vá. Eu não quero mais ter que te esquecer todas as noites antes de dormir, pra dormir em paz e não imaginar tudo o que já se passou, toda aquela turbulência. Assuma que me ouvir sussurrar todas aquelas músicas é uma delícia, e que você quer permanecer o fazendo. Mas como você sabe, essa história é velha. E eu quero ver você se aventurar por outros gêneros musicais e conhecer as paisagens e cores que o dia tem. Você precisa decidir, porque nem só de faculdade e bossa nova se vive. Na verdade, desse jeito, se vive bem infeliz. Vamos juntas?
– Não. Eu não tenho tempo pra amar.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Por trás da biomáscara
Luísa chega em casa após um dia de caos. Senta-se em seu sofá novo, parcelado em 12x, e então liga a televisão. Horário eleitoral...
"Tentar evoluir ou deixar tudo como está? Quando se trata de Biocombustível, ainda cresce em minhas dúvidas uma enorme raiz.
Cheio de vantagens e desvantagens, o Biocombustível pode ser poderoso para a "renovação" do mundo, como também, pode acabar com o que atualmente resta dele num piscar de olhos, ou numa respiração longa.
Como uma possível solução para o aquecimento global por conta da possibilidade de fechamento do ciclo do carbono, abre-se uma grande esperança para cessar tal problema que aflige à todos. As pesquisas necessárias consumiriam menos fundos, e o desemprego provavelmente diminuiria. E o Brasil, rico em florestas, possui grandes e ótimas áreas para o cultivo das plantas necessárias para a produção deste. Entretanto, nem sempre as vantagens se sobressaem.
Em um momento no qual o aquecimento global e a forma na qual ele "engole" o mundo a cada dia é mundialmente conhecida, quando ocorre uma possibilidade de diminuição, os "prós" podem até ser fortes. Com geração de emprego - que está cada vez menor, reconheço -, os pontos também são altos. Mas, do que adianta terminar o aquecimento global e abrir vagas de emprego dessa maneira quando a fome será provavelmente triplicada ou até mais; quando a produção de cultivos para gerar o Biocombustível consumirá fertilizantes nitrogenados que justamente irão liberar gases estufa (contribuintes para o aquecimento global, então causando menos vantagens do que realmente parece), e estes mesmos fertilizantes poderão causar contaminações que irão gerar vários problemas respiratórios? De que adianta ter um emprego quando os preços dos alimentos irão consumir seu salário quase todo e você, cidadão brasileiro, não conseguirá pagar suas contas todas? Para morrer de fome ou alguma outra necessidade vital? Acredito que essa não seja a vontade da maioria dos habitantes do nosso país.
Muitas espécies aquáticas se extinguiriam pela proliferação de algas causadas pela "chuva seca" de fertilizantes que a queima da cana-de-açúcar causaria. Nossa água também acabaria numa velocidade imensamente maior, pois a mesma seria necessária em grande quantidade para a produção deste combustível de origem biológica não fóssil.
No mais, todos sabemos que o mundo não está em sua melhor época em questões naturais, nem nossa nação, definitivamente ao agora.
Por que gerar algo que "talvez ou possivelmente" seria menos nocivo ao mundo, quando na verdade, só aceleraria o fim dele? Creio que seja melhor deixar tudo como está do que gerar à nós mesmos, menos tempo de vida qualificada do que já nos está estimado.
Quem sabe, ao invés de produzir um meio de maior sustentabilidade ou "qualidade melhor de vida" que, na verdade, apenas nos levará mais rapidamente ao fim, adotemos então o costume de usar bicicletas como meio de transporte, por exemplo? Ou exercitar as pernas caminhando até seu destino diário, que geraria apenas suor às nossas roupas? Eu tô nessa.
Eu e meu governo vamos juntos nos empenhar para melhorar nosso país em relação ao mundo de uma maneira que valha à pena. Comigo, tudo se tornará mais leve, sensato."
*Disse o candidato à presidência que ordena que seu motorista o leve em sua limusine prateada até a panificadora da esquina para que compre seus pães frescos e seu cappuccino de todas as manhãs. E paga com notas de cem.
"Tentar evoluir ou deixar tudo como está? Quando se trata de Biocombustível, ainda cresce em minhas dúvidas uma enorme raiz.
Cheio de vantagens e desvantagens, o Biocombustível pode ser poderoso para a "renovação" do mundo, como também, pode acabar com o que atualmente resta dele num piscar de olhos, ou numa respiração longa.
Como uma possível solução para o aquecimento global por conta da possibilidade de fechamento do ciclo do carbono, abre-se uma grande esperança para cessar tal problema que aflige à todos. As pesquisas necessárias consumiriam menos fundos, e o desemprego provavelmente diminuiria. E o Brasil, rico em florestas, possui grandes e ótimas áreas para o cultivo das plantas necessárias para a produção deste. Entretanto, nem sempre as vantagens se sobressaem.
Em um momento no qual o aquecimento global e a forma na qual ele "engole" o mundo a cada dia é mundialmente conhecida, quando ocorre uma possibilidade de diminuição, os "prós" podem até ser fortes. Com geração de emprego - que está cada vez menor, reconheço -, os pontos também são altos. Mas, do que adianta terminar o aquecimento global e abrir vagas de emprego dessa maneira quando a fome será provavelmente triplicada ou até mais; quando a produção de cultivos para gerar o Biocombustível consumirá fertilizantes nitrogenados que justamente irão liberar gases estufa (contribuintes para o aquecimento global, então causando menos vantagens do que realmente parece), e estes mesmos fertilizantes poderão causar contaminações que irão gerar vários problemas respiratórios? De que adianta ter um emprego quando os preços dos alimentos irão consumir seu salário quase todo e você, cidadão brasileiro, não conseguirá pagar suas contas todas? Para morrer de fome ou alguma outra necessidade vital? Acredito que essa não seja a vontade da maioria dos habitantes do nosso país.
Muitas espécies aquáticas se extinguiriam pela proliferação de algas causadas pela "chuva seca" de fertilizantes que a queima da cana-de-açúcar causaria. Nossa água também acabaria numa velocidade imensamente maior, pois a mesma seria necessária em grande quantidade para a produção deste combustível de origem biológica não fóssil.
No mais, todos sabemos que o mundo não está em sua melhor época em questões naturais, nem nossa nação, definitivamente ao agora.
Por que gerar algo que "talvez ou possivelmente" seria menos nocivo ao mundo, quando na verdade, só aceleraria o fim dele? Creio que seja melhor deixar tudo como está do que gerar à nós mesmos, menos tempo de vida qualificada do que já nos está estimado.
Quem sabe, ao invés de produzir um meio de maior sustentabilidade ou "qualidade melhor de vida" que, na verdade, apenas nos levará mais rapidamente ao fim, adotemos então o costume de usar bicicletas como meio de transporte, por exemplo? Ou exercitar as pernas caminhando até seu destino diário, que geraria apenas suor às nossas roupas? Eu tô nessa.
Eu e meu governo vamos juntos nos empenhar para melhorar nosso país em relação ao mundo de uma maneira que valha à pena. Comigo, tudo se tornará mais leve, sensato."
*Disse o candidato à presidência que ordena que seu motorista o leve em sua limusine prateada até a panificadora da esquina para que compre seus pães frescos e seu cappuccino de todas as manhãs. E paga com notas de cem.
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sábado, 31 de março de 2012
AZEdbUME
Você chegou na minha vida num momento em que eu pude te dizer, que tire esse azedume do meu peito e com respeito trate minha dor. E você cuidou de mim, tratou de todas as dores passadas, até mesmo as futuras. Mas se um dia você se for, menina, eu só poderei dizer que se hoje sem você eu sofro tanto, tens, no meu pranto, a certeza de um amor. Mas se a razão tiver sido uma briga qualquer que nos levou ao fim, por parte minha ou tua, clausura que, um dia, sufocou minha alegria. Há de ser o que morreu. Mas sei, pequena, isso não acontecerá. Não deixarei que isso aconteça. Não deixes também. E lembro-me, no início de tudo, lá atrás, em mais um dia 1, eu lhe disse pra que um dia se pensares em trazer-me seus olhares, faça porque te convém. E sem ter que te pedir por nada, tens me dado os olhares mais verdadeiros que pude receber. Que te convenham esses atos. Tudo num todo me convém.
A força maior no meio do azedume, quebra tudo de ruim.
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