terça-feira, 11 de outubro de 2011

Armas químicas e poemas.

Passavam das dez da manhã. Três copos de água gelada haviam sido consumidos, e só. Nem um pão, nada. Vazio. Trinta graus lá fora, dez aqui dentro. Onde tenho permanecido, sem ti, tem ficado frio.
Nosso amor, pequena, é assim: armas químicas e poemas. Tudo junto. Doce colisão.
Acreditei, desde sempre, que não, ninguém morre por amor, não morro por amor. Mesmo sendo ele, grande. Very big. Eu escolho o amor nas diversas formas que ele tem, ou ele me escolhe. A nossa forma é a que contém colisão. Perigo, calmaria, tranquilidade, de verdade. É doce, mesmo assim. Essa forma me escolhe. E eu te escolho. Podem vir tiros de trocentas armas, mas crio trocentos poemas pra acabar com tudo de ruim.
Equilibre-se. Proteja-se, pequena. As armas químicas são fortes. Tudo bem.
Mas os poemas resolvem os nossos problemas.
Dez graus lá fora, trinta aqui dentro. Onde tenho permanecido, contigo, tem ficado quente. Tudo junto. Você, eu, nossos lábios. Doce colisão.
Onde estavam as armas químicas? O que diziam os poemas?




Eduardda Carvalho

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