segunda-feira, 22 de março de 2010

F.P (A.C.)

Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e á pedras, ás almas e as máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais á mim própria
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem ama a beija.

Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras
Não nenhuma mais do que a outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma feira e tudo saão barracas e saltimbancos.
Penso nisto, eterneço-me mas não sossego nunca.

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