sábado, 13 de março de 2010

Amanhã...mas só amanhã.

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; nas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A perisistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cançaso de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...

Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar em amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana,
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda semana da minha infância...

Depois de amanhã serei outra,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente lida e prática
Serão convocadas por um edital...

Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repentiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Depois de amanhã terei finalmente o que hoje não posso nunca ter.

Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Um comentário:

Giovanna. disse...

Hoje, só hoje ♪ lembrei dessa musica ;D